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Imagem exposição de Helena Kavaliunas  na Dow Química
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Tecnologia e Arte:
Digigrafias de Helena Kavaliunas

João J. Spinelli (Historiador de Arte e Crítico)

Helena Kavaliunas compartilha com e espectador as  cores, formas e luzes resultantes de suas pesquisas fotográficas de tecnologia industrial na área de solventes, resinas, poliuretanos, acrílicos e acrilatas. Redimensionadas esteticamente criam novos símbolos imagéticos. Uma relação dialógica da artista com o usufruidor de sua obra.

Desta forma Helena Kavaliunas transpõe a impessoalidade de nossa vivência frente à sociedade de massa, conciliando numa única obra a forma e o conteúdo, que permite também ao espectador idealizar uma nova maneira de vivenciar a temporalidade da constante mutação tecnológica – cultural, neste início de século XXI.

O uso sincronizado de formas, luzes e cores alcançado pelas experimentações fotográficas (marcadas pela presença tecnológica), criam imagens e identificações distantes e próximas que interferem na compreensão da realidade efetiva e, por tabela, de nós mesmos.

 

As idealizações artísticas de Helena Kavaliunas agora apresentadas pela DOW Química na ABRAFATI ( Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas ) reforça mais uma vez uma questão impactante para a equação: Tecnologia e Arte (que sempre existiu entre os cientistas, os artistas e a população em geral). Mesclada de atração e ou repulsa frente aos avanços tecnológico decorrentes  de, em alguns momentos da história da humanidade, nos sentirmos apenas como coadjuvantes em oposição à tecnologia que se transforma muitas vezes em protagonista principal. As obras dessa artista contextualizam uma nova forma de resistência ao consumo imediato, robotizado  de uma parcela da população mundial.

O truque tecnológico e o fascínio sensorial frente aos objetos presentes nas digigrafias de Helena Kavaliunas são transformados em linguagens poéticas que imprimem às imagens uma forma de resistência, que potencializa nossa imaginação visualizar a beleza inerente as cores, luzes e formas de inúmeros objetos idealizados por importantes desenhistas industriais, que facilitam o dia a dia de uma grande parcela da população. É impossível, na atualidade, dispensar os avanços tecnológicos, assim, é função do verdadeiro artista ultrapassar a mera função técnica para facilitar aos usufruidores destes novos materiais e objetos uma visualização estética, confrontada à articulação interna do momento histórico contemporâneo que nos põe em um espaço/tempo singular, próprio aos avanços científicos, técnicos e artísticos que não param de acontecer e de mudar o modus vivendi de todos nós.

João J. Spinelli
Historiador de Arte e Crítico

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